Este blog será utilizado para postar as atividades do 4º Seminário do Curso de Licenciatuira em Pedagogia pela UERJ. Grupo: Claudinea,Edson, Flávia,Isis e Rosa Maria.
terça-feira, 1 de novembro de 2011
quarta-feira, 26 de outubro de 2011
segunda-feira, 24 de outubro de 2011
Tapetes de Sal





A celebração de Corpus Christi (Corpo de Cristo) surgiu na Idade Média e consta de uma missa, procissão e adoração ao Santíssimo Sacramento. Quarenta dias depois do Domingo de Páscoa é a quinta-feira da Ascensão do Senhor. Dez dias depois temos o Domingo de Pentecostes. O domingo seguinte é o da Santíssima Trindade, e na quinta-feira é a celebração do Corpus Christi.
É uma das mais tradicionais festas do Brasil e é comemorado no país desde a chegada dos portugueses.
A confecção de tapetes de rua é uma magnífica manifestação de arte popular que tem como origem a comemoração do Corpus Christi.
A tradição de fazer o tapete com folhas e flores vem dos imigrantes açorianos. Essa tradição praticamente desapareceu em Portugal continental, onde teve origem, mas foi mantida nos Açores e nos lugares onde chegaram seus imigrantes, como por exemplo Florianópolis. [2]
O barroco enriqueceu esta festa com todas as suas características de pompa. Em todo o Brasil esta festa adquiriu contornos do barroco português. Corpus Christi é celebrado desde a época colonial com uma profusão de cores, música expressões de grandeza. [3]
No Brasil, a tradição de se fazer os tapetes de ruas acontece em inúmeras cidades, geralmente com voluntários que começam os preparativos dias antes da solenidade e varam a noite trabalhando. Veja a seguir algumas cidades onde é possível encontrar esse tipo de arte popular.(http://www.portaldafamilia.org/datas/corpus/corpuschristi1.shtml)
Os tapetes de sal foram confeccionados pelos voluntários do município de Saquarema-RJ.
sábado, 22 de outubro de 2011
CURIOSIDADES HISTÓRICAS
* D. Pedro II foi um grande incentivador das salinas na Região dos Lagos. Em 1847, fez uma visita à cidade de Cabo Frio, estreitando as relações da cidade com o governo imperial.
O Imperador visitou as Salinas Perynas, estabelecimento-modelo incentivado por ele próprio. A salina era de propriedade do alemão Lindemberg, que colocou em prática novos métodos para produtos minerais, dando início ao moderno parque salineiro de Araruama.
* No final do século XIX, a barra e antigo porto de Araruama recebeu novos melhoramentos por iniciativa do governo imperial, dando passagem a navios maiores e tendo ancoradouro ampliado
. Alguns assoreamentos do Canal do Itajurú foram dragados e canalizados, por iniciativa particular do engenheiro francês Léger Palmer, permitindo a ampliação da carga e a navegação mais eficiente dos vapores e veleiros que transportavam a grande produção de sal para os armazéns da cidade.
* Mesmo com a abolição da escravatura a produção do sal - o mais notável recurso natural da região - não foi afetada. A substituição nas salinas do trabalho escravo pelo de imigrantes portugueses do Aveiro trouxe técnicas artesanais consagradas, resultando no aumento da quantidade e da qualidade da cristalização marinha artificial em Araruama.
* Até pouco mais da metade do século XX, o parque salineiro de Araruama dominou a produção econômica regional, cujos reflexos urbanos foram a instalação do aparelhado Hospital Santa Izabel e a atração da iniciativa privada para a exploração do sistema de energia elétrica na cidade. No entanto, a atividade pesqueira trazia novos investimentos à região, em especial depois da introdução das traineiras na captura de pescado em alto-mar.
Um transporte eficiente fez-se necessário para fazer escoar a produção da região até a capital da República e outros importantes centros do país. Assim, foi construída a ferrovia Niterói-Cabo Frio, foram feitas melhorias no porto do Arraial do Cabo e, posteriormente, foi inaugurada a Rodovia Amaral Peixoto, contribuindo também para o aumento da produção de sal.
* O auge do desenvolvimento ocorreu na década de 60, com a instalação de duas grandes usinas de beneficiamento de sal em Cabo Frio, e com a construção do complexo industrial da Cia. Nacional de Álcalis, no Arraial do Cabo, que abriu salinas e passou a extrair conchas na lagoa para a produções de barrilhas.
http://www.iguabanet.com.br/historia
O Imperador visitou as Salinas Perynas, estabelecimento-modelo incentivado por ele próprio. A salina era de propriedade do alemão Lindemberg, que colocou em prática novos métodos para produtos minerais, dando início ao moderno parque salineiro de Araruama.
* No final do século XIX, a barra e antigo porto de Araruama recebeu novos melhoramentos por iniciativa do governo imperial, dando passagem a navios maiores e tendo ancoradouro ampliado
. Alguns assoreamentos do Canal do Itajurú foram dragados e canalizados, por iniciativa particular do engenheiro francês Léger Palmer, permitindo a ampliação da carga e a navegação mais eficiente dos vapores e veleiros que transportavam a grande produção de sal para os armazéns da cidade. * Mesmo com a abolição da escravatura a produção do sal - o mais notável recurso natural da região - não foi afetada. A substituição nas salinas do trabalho escravo pelo de imigrantes portugueses do Aveiro trouxe técnicas artesanais consagradas, resultando no aumento da quantidade e da qualidade da cristalização marinha artificial em Araruama.
* Até pouco mais da metade do século XX, o parque salineiro de Araruama dominou a produção econômica regional, cujos reflexos urbanos foram a instalação do aparelhado Hospital Santa Izabel e a atração da iniciativa privada para a exploração do sistema de energia elétrica na cidade. No entanto, a atividade pesqueira trazia novos investimentos à região, em especial depois da introdução das traineiras na captura de pescado em alto-mar.
Um transporte eficiente fez-se necessário para fazer escoar a produção da região até a capital da República e outros importantes centros do país. Assim, foi construída a ferrovia Niterói-Cabo Frio, foram feitas melhorias no porto do Arraial do Cabo e, posteriormente, foi inaugurada a Rodovia Amaral Peixoto, contribuindo também para o aumento da produção de sal.
* O auge do desenvolvimento ocorreu na década de 60, com a instalação de duas grandes usinas de beneficiamento de sal em Cabo Frio, e com a construção do complexo industrial da Cia. Nacional de Álcalis, no Arraial do Cabo, que abriu salinas e passou a extrair conchas na lagoa para a produções de barrilhas.
http://www.iguabanet.com.br/historia
sábado, 15 de outubro de 2011
Curiosidades sobre o sal

15 Curiosidades Interessantes sobre o Sal
O sal é indispensável na alimentação dos seres humanos. Ele é utilizado em quase todos os alimentos. Mas, você já parou para pensar que existe muito mais do que um simples tempero por trás do Sal? Veja 15 curiosidades sobre o sal que vão fazer você entender um pouco mais sobre o sal.
1. Até meados do século 20, Libras de sal em barras (chamado de Amoleh) foram a moeda corrente na região de Abssínia (hoje conhecida como Etiópia).
2. O Salar de Uyuni boliviano, o maior planalto de sal do planeta, com mais de 10.000 Km², se torna um imenso espelho com uma fina camada de água e cobre. Este reflexo é muito útil para calibrar equipamentos no espaço. E além disso, esse deserto contém mais da metade da reserva de lítio do planeta
3. O sal é tão importante para o corpo que, se você beber muita água, ele pode sair do corpo e causar hiponatremia fatal. Foi o que matou Jennifer Strange, que competia no concurso “Hold your pee for a Wii” (Segure seu xixi por um Wii).
4. O consumo exagerado de sal também pode ser fatal. Ao consumir cerca de 1 grama de sal por quilo do seu peso, você pode morrer. Essa era uma técnica de suicídio muito usado na China pelos burgueses, devido ao alto preço do sal na época.
5. Sal marinho de boa qualidade contém vários minerais essenciais para o corpo. O melhor tipo de sal é aquele levemente umedecido pelo mar do qual foi retirado.
6. Na Idade Média, o sal era tão caro que era às vezes era chamado de “ouro branco”. A calçada medieval de uma das rotas de transporte de sal ainda existe na Alemanha, onde liga a cidade interiorana de Lueneburg à costa alemã do Báltico.
7. O Black Salt (Sal Negro) é feito na Índia através da mistura de água salgada com sementes de harad. A mistura é deixada a evaporar, o que deixa pra trás pedaços de sal escuro. Quando essas pedras são trituradas, o pó resultante é rosa
8. Em Guerande, na França, o sal ainda é recolhido do mesmo jeito que os antigos celtas faziam, com cestas que coavam a água do mar. Esse processo torna o sal muit caro e procurado, especialmente a sua versão mais fina, chamada de Fleur de Sel (flor de sal). Esse sal é aspergido sobre a comida antes de serví-la, mas nunca é utilizado na preparação dos alimentos.
9. Existe um engano bem comum com relação aos soldados romanos serem pagos em sal (daí o termo Salário), mas eles eram pagos com dinheiro normal. A conexão com sal é feita pelo fato de que os soldados protegiam as estradas que levavam o sal à Roma (Via Salarium). Os soldados romanos eram trabalhadores privados, ao invés de empregados do estado.
10. Antes do Judaísmo Bíblico acabar, era misturado sal aos sacrifícios. Isso veio de Moisésem Levítico 2:13 “E todas as tuas ofertas dos teus alimentos temperarás com sal; e não deixarás faltar à tua oferta de alimentos o sal da aliança do teu Deus; em todas as tuas ofertas oferecerás sal.” O sal era um símbolo de sabedoria e discrição.
11. Após o combustível de aviões ser purificado, sal é misturado com ele para remover qualquer vestígio de água para que ele possa ser usado.
12. O Cloredo de Sódio (mais conhecido como sal) se forma quando o metal sódio reage com gás cloro. É a única família de rochas que são regularmente consumidas pelos humanos.
13. Por volta de 1800, o sal foi 4 vezes mais caro que carne no litoral. Ele era essencial para manter pessoas e animais vivos.
14. Apenas 6% do sal dos EUA é utilizado na alimentação; outros 17% são utilizados para degelo das ruas e rodovias nos meses de inverno.
15. No final do século XVII o sal era o ítem mais transportado a partir do Caribe para a América do Norte (mais tonelagem). Bacalhau salgado era a principal carga transportada da América do Norte para o Caribe. Ele era utilizado para a alimentação dos escravos que trabalhavam nas plantações de açúcar
http://www.planobeta.com/2009/06/15-curiosidades-interessantes-sobre-o-sal/
Áreas do conhecimento que nos ajudam a saber mais sobre as salinas
De acordo com as transversalidades das disciplinas, investigamos e descobrimos que diversas áreas de conhecimentos se convergem levando ao entendimento de tudo que é necessário para a produção do sal.
História:
A própria história das salinas, como surgiu, a cultura do entorno das salinas, a forma de produção que é passada de geração em geração.
Geografia:
O conhecimento amplo dos aspectos geográficos, ou seja, relevo, hidrografia, clima e vegetação.
Ciências:
Abrangendo saúde e nutrição, proporciona um aprendizado sobre a utilidade do sal na alimentação.
Quimica:
O conhecimento da sua composição química.
Matemática:
Conhecimento de cálculo do perímetro, área e forma geométrica dos espços utiilizados nas diferentes elevatórias para a produção do sal.
História:
A própria história das salinas, como surgiu, a cultura do entorno das salinas, a forma de produção que é passada de geração em geração.
Geografia:
O conhecimento amplo dos aspectos geográficos, ou seja, relevo, hidrografia, clima e vegetação.
Ciências:
Abrangendo saúde e nutrição, proporciona um aprendizado sobre a utilidade do sal na alimentação.
Quimica:
O conhecimento da sua composição química.
Matemática:
Conhecimento de cálculo do perímetro, área e forma geométrica dos espços utiilizados nas diferentes elevatórias para a produção do sal.
História e Decadência
As salinas da Laguna de Araruama são estabelecimentos utilizados para a exploração do sal e que imprimem um aspecto peculiar à paisagem regional, uma vez que se apresentam como um conjunto de figuras geométricas, onde sobressaem retângulos, quadrados, pirâmides de sal e cata-ventos, sem falar, sobre a presença do aspecto humano, já que a atividade salineira fluminense é baseada grandemente em métodos tradicionais, ou seja, dependente mais do fator humano do que das máquinas. O trabalho nas salinas fluminenses é uma das ocupações humanas mais antigas da região. As relações sociais vinculadas à produção do sal fizeram parte intrínseca da história das cidades, principalmente de Cabo Frio.
A título de curiosidade: a Laguna de Araruama (onde se desenvolveu o mais antigo centro salineiro do Brasil), a salinidade atinge até 4,3% Baumé, enquanto no parque salineiro do Nordeste (Rio Grande do Norte e Ceará) ela é mais baixa, diminuindo desde 3,5%, que é a normal, próxima ao mar, até 2% nas salinas localizadas a montante dos rios. Essa superioridade no teor salino fluminense se deve à influência da fenomenal topografia da Laguna de Araruama, que funciona como um grande reservatório cristalizador, com 35km de comprimento e 20km de largura. A nossa laguna trata-se de uma só área fechada que se comunica com o mar através do estreito e sinuoso canal de Itajuru. Sua área tem 220 km quadrados, com profundidade média de 2,5 metros, sem receber, como no Nordeste, grande volume de águas doces. Em resumo, a Laguna de Araruama se estende quase paralelamente à costa, numa extensão de 21 milhas para oeste da cidade de Cabo Frio e com uma largura de 0,5 a 7 milhas, de modo que ela é um reservatório natural de águas muito salgadas, cuja concentração dos cristais aumenta, gradativamente, para o seu interior, cada vez mais afastado do mar. Os cristalizadores das salinas da Araruama são bem menores do que do Nordeste, mantendo-se em 7 x 7 metros apenas. Mas as melhores condições topográficas nordestinas favorecem o processo de cristalização, através de baldes de grande tamanho(70 x 70 metros ou 50 x 100 metros). O mesmo não se observa nas salinas do Rio de Janeiro, onde a irregularidade física, de contorno ao longo da Laguna de Araruama, por exemplo, obriga a uma subdivisão maior nos cristalizadores. Comparadas com as salinas do Nordeste, as salinas fluminenses parecem brinquedos de crianças; mas aí é que, encontra-se a tradicional e histórica peculiaridade da formação das salinas fluminenses.
Diga-se de passagem, que antes do surgimento do parque salineiro do Nordeste, era o parque fluminense que abastecia de sal as regiões do Brasil, essencialmente, o centro e o sul. Portanto, o porto de Cabo Frio foi um dos maiores exportadores de sal do país.
O engenheiro Alberto Lamego em sua clássica obra: “O Homem e a Restinga”, comenta que o sal produzido pela natureza é conhecido na Araruama desde os primeiros anos da penetração européia na região. E o cronista Frei Vicente do Salvador já dizia: “Faz-se no Brasil sal não só em salinas artificiais, mas em outras naturais como em Cabo Frio e além do rio Grande, onde se acha coalhado em grandes pedras muito e muito alvo”.
Fato curioso da história de Cabo Frio encontra-se registrado em documentos setecentistas. Trata-se da constante desobediência que o povo praticava contra as ordens régias relativas ao monopólio do sal. Acontecia que Portugal tinha suas salinas e queria que o seu produto fosse exportado para a sua colônia do ultramar, de modo que ficava proibido à produção de sal no Brasil. E as populações brasileiras a estarem obrigadas a consumir o sal metropolitano, o qual não era barato.
As primeiras proibições datam de 1665; mas a carta régia de 28 de fevereiro de 1690 assegurava que havendo um tal Jacques Granate arrematado o contrato do sal para o Brasil, ficava então proibida a fabricação dele na colônia, e até de aproveitar do que a natureza vinha produzir. Entretanto, o povo de Cabo Frio como dito acima, sempre procurou violar o monopólio, mesmo estando sujeito a sofrer repressão do poder colonial. Aconteceu que num dia, o famoso “Onça” - apelido do governador do Rio de Janeiro - “enviou tropas ao distrito de Cabo Frio, e, sem temer as leis existentes, fez seqüestrar por sua conta e risco não somente o sal retirado das cisternas, mas ainda os bens daqueles que se entregavam a esse gênero de exploração”, é o que nos conta o naturalista Saint-Hilaire que por aqui passou em 1818. Mas o povo fez suas reclamações via Câmara Municipal ao rei português e assim, uma vez sensibilizado, Dom João V veio autorizar aos contratadores a exploração da salinas tanto do Nordeste como as de Cabo Frio. Revela Alberto Lamego que então se flanquearam “as águas da Araruama a todo mundo para a colheita de sal. Mas os monopolizadores acabaram por arrendar as principais dentre elas, particularmente as de Cachira e não deixando ao público senão as menos importantes. Os monopolizadores dão, aos que pedem, a permissão para explorar o sal com a condição de lhes remeterem a metade da colheita”.
No final do século XVI e início do XVII, a expansão da pecuária e o interior do território passando a contar com maior número de povoadores devido à mineração das Gerais, se deu o aumento do consumo do sal que era indispensável. Assim em 1776, o próprio reino tornara-se monopolizador da exportação do sal para o Brasil, mas a necessidade crescia ano após ano, e a “fome de sal” já era tanta que no final do século XVII o governo português, não podendo atender a demanda, permite aos contratadores, o aproveitamento do produto brasileiro, o qual como sabemos, era encontrado abundantemente nas enseadas da Laguna de Araruama. Na “Memória Histórica de Cabo Frio” documento do século XVIII assim está relatado: “No tempo dos primeiros povoadores deste continente produziram estas salinas tantas abundância de sal que, podia sustentar bem a capitania do Rio de Janeiro; porque ainda consta de títulos antigos declararem os testadores, que possuíam avultados números de moios de sal em diferentes salinas e de diferentes anos”.
O monopólio é definitivamente abolido em 1801. Escreve então Alberto Lamego que os “150 anos de monopólio impedindo a exploração das salinas, mais que tudo contribuiu para a estagnação de uma gente de raízes étnicas vigorosas, ao mesmo tempo em que entravou a indústria salineira com processos atrasados que até hoje repercutem”. Vale revelar que o sal da Laguna de Araruama era produzido pela natureza sem a intervenção humana. Consta que em 1797, existiam nove salinas naturais, que produziam muitos alqueires de sal.
Segundo o escritor Pedro Guedes Alcoforado, autor do livro “O Sal Fluminense”, a indústria artificial nasceu com a Independência do Brasil, quando o alemão Luís Lindemberg construiu a primeira salina em terras cabo-frienses, no local onde existem atualmente as instalações industriais da famosa Perinas. Consta que as primeiras exportações da salina daquele alemão, que também se utilizava da mão de obra escrava, ocorreram ano de 1824. E a salicultura artificial naqueles anos ainda não passava de um processo embrionário, tanto que em 1845, o francês Saint-Adolph apenas mencionaria a existência das citadas antigas salinas naturais, sem fazer qualquer menção a exploração artificial, o que indica que o mesmo ignorava a existência da salina de Luís Lindenberg, que já exportava sal refinado para o Rio de Janeiro.
Depois da salina do alemão, somente décadas depois, começam a surgir outros empreendedores ligados à exploração do sal fluminense. Construíram em 1852 na atual ilha da Conceição, uma encantadora salina, que não faz muito tempo, foi desativada. Quatro anos depois, além das salinas de Joaquim Alves Nogueira da Silva, existiam duas companhias para o fabrico de sal. Cabe dizer que a história da implantação das salinas e do desenvolvimento dos processos de obtenção do produto através dos tempos é um assunto complexo e vastíssimo em sua historicidade.
Consta que a salicultura na região da Araruama só vem progredir a partir de 1895, com a supressão da cabotagem estrangeira. De modo que o sal da Araruama atinge grande impulso, revigorado com a taxação aduaneira desde 1902. Nessa seqüência, em 1905 o Brasil importava 37,71 % de sal a menos do que naquele ano. O grande concorrente do sal brasileiro situava-se no exterior: era o parque salineiro de Cadiz, que só começaria a recuar com a escassez do transporte marítimo em decorrência da Primeira Grande Guerra.
Antes se dizia que graças às condições excepcionais de salinidade da Laguna de Araruama a região seria e como realmente foi, um grande parque salineiro do Estado do Rio de Janeiro. Na década de 50, do século passado, a indústria salineira era a principal fonte de renda das cidades de Araruama, São Pedro da Aldeia e Cabo Frio. Hoje, infelizmente, o sal tem pouca importância na economia regional. Basta dizer que em 1996, segundo então o presidente da Associação Fluminense de Salineiros - Antônio Nunes Rosa - vinha afirmar que 35 % das salinas fluminenses “já se acabaram”, e quando lhe foi indagado se aquele período áureo das salinas não voltaria mais, ele declarou: “Não volta mais. Não tem condições de voltar. Mas não tem mesmo. Pode até melhorar, mudando de salina para loteamento. Mas com outro destino”.
Parece mesmo que as coisas para o lado dos homens que vivem do produto extraído das salinas não tendem a melhorar, conseqüentemente o destino das salinas fluminenses parece estar selado. Será que o Sr. Antônio Nunes, tal como um profeta de seu tempo, terá a tristeza de assistir todas ou quase todas salinas da região dar lugar aos loteamentos? Ao que consta a maioria das salinas pertencentes aos pequenos proprietários já se despediram do vento nordeste, principalmente as salinas, localizadas na região da cidade de Araruama, situadas na área da restinga da Massambaba. Aliás, a restinga, este belo e aprazível jardim a beira mar, tem sido alvo de invasões desenfreadas.
Mas quando se fazia cinco anos antes do salineiro Antônio Nunes ter feito suas declarações pessimistas, o então presidente do Sindicato das Indústrias de Extração do Sal da Região dos Lagos, Humberto Quintanilha, vinha dizer à Folha dos Lagos, em 13 de novembro de 1991, que “a baixa produção da última safra - além dos altos custos da produção, da concorrência como o sal do Nordeste e dos impostos cobrados - também serviu para desmotivar ainda mais os salineiros, porque foi a mais fraca dos últimos 20 anos, chegando a apenas 60 mil toneladas, quando a média registrada era em torno de 200 mil toneladas-ano”. Em 1991, segundo aquele sindicato, a atividade salineira na região gerava cerca de cinco mil empregos diretos e ao finalizar seus comentários, o salineiro Humberto ainda tinha esperanças de que aquele ano (1991) a chuva não viesse acabar com a produção “como aconteceu no último verão”.
A zona produtora de sal da Laguna de Araruama atualmente convive de um lado como uma crise econômica que de longa data, assola as esperanças dos salineiros (do grande ao pequeno produtor) e do outro, os mesmos salineiros vivem sob o tentador atrativo proveniente do lucro que a venda das mágicas terras salínicas vem oferecer - processo ditado pela desenfreada especulação imobiliária. Mas diga-se agora e a bem da verdade, que como as terras das salinas faziam parte integral do sistema lagunar, nem por estarem desativadas, elas deixam de ser um importante e complexo ecossistema lacustre para a manutenção de diferentes formas de vidas.
Para finalizar, fazemos citar o que escreveu o historiador Geraldo Beauclair no início da década de 1990 :
“Nos últimos vinte anos, a construção de casas de veraneio de toda sorte praticamente estabeleceu uma rede contínua na orla, à exceção de poucos espaços ermos”.
São estes espaços ermos da majestosa Laguna criados principalmente pela desativação de diversas salinas que temos que preservar, além de salvar as que ainda sobrevivem.
http://www.cabofrio.org.br/cabo_frio_turismo.php?cod=salinas
Um pouco sobre produção em Mossoró-RN
SOBRE O SAL

A salina utiliza água do mar como matéria prima, um recurso renovável e inesgotável. A água do mar é captada do Rio Mossoró e bombeada para dentro de uma seqüência de evaporadores e concentradores, onde a evaporação solar aumenta gradativamente a concentração de sais, até o ponto em que a salmoura está saturada de cloreto de sódio. Neste momento é transferida para os cristalizadores onde a precipitação do sal ocorre antes de haver a cristalização dos sais que possam contaminar o produto final. Este sal cristalizado é posteriormente colhido, lavado para retirada de impurezas e estocado em pilhas, ficando pronto para ser beneficiado.
Esquema gráfico de produção

Beneficiamento do sal
O sal beneficiado passa por processos distintos de acordo com sua finalidade. São Produzidos os seguintes tipos de sal: refinado, micronizado, grosso para churrasco, peneirado, triturado, granulado, moído e grosso em pedra. Os produtos são acondicionados em embalagens de 25Kg, 50 kg, 30 x 1Kg, 10 x 1Kg, big-bag e à granel.
Os equipamentos utilizados no beneficiamento do sal são totalmente construídos em aço inoxidável. A refinaria tem capacidade de produção de 30 ton/hora. O processo produtivo é composto de: esteiras classificadoras, moinhos específicos, secador de leito fluidizado à gás com trocadores de calor, ciclones para retirada de pó e outros resíduos, peneiras classificadoras, catadores magnéticos de solúveis ferrosos, empacotadoras automáticas e enfardadeira automática.
http://www.cimsal.com.br/sobreosal.php
A salina utiliza água do mar como matéria prima, um recurso renovável e inesgotável. A água do mar é captada do Rio Mossoró e bombeada para dentro de uma seqüência de evaporadores e concentradores, onde a evaporação solar aumenta gradativamente a concentração de sais, até o ponto em que a salmoura está saturada de cloreto de sódio. Neste momento é transferida para os cristalizadores onde a precipitação do sal ocorre antes de haver a cristalização dos sais que possam contaminar o produto final. Este sal cristalizado é posteriormente colhido, lavado para retirada de impurezas e estocado em pilhas, ficando pronto para ser beneficiado.
Esquema gráfico de produção
Beneficiamento do sal
O sal beneficiado passa por processos distintos de acordo com sua finalidade. São Produzidos os seguintes tipos de sal: refinado, micronizado, grosso para churrasco, peneirado, triturado, granulado, moído e grosso em pedra. Os produtos são acondicionados em embalagens de 25Kg, 50 kg, 30 x 1Kg, 10 x 1Kg, big-bag e à granel.
Os equipamentos utilizados no beneficiamento do sal são totalmente construídos em aço inoxidável. A refinaria tem capacidade de produção de 30 ton/hora. O processo produtivo é composto de: esteiras classificadoras, moinhos específicos, secador de leito fluidizado à gás com trocadores de calor, ciclones para retirada de pó e outros resíduos, peneiras classificadoras, catadores magnéticos de solúveis ferrosos, empacotadoras automáticas e enfardadeira automática.
http://www.cimsal.com.br/sobreosal.php
domingo, 9 de outubro de 2011
PAISAGENS DAS SALINAS

A atividade salineira determinou, ao longo de sua existência, a
formação de um tipo de assentamento na região da restinga constituído pelas
moradias dos trabalhadores das salinas, bastante peculiar, caracterizado
fundamentalmente pela dispersão e implantação de nucleamentos de baixa
densidade, em conseqüência do pequeno número de trabalhadores fixos,
cinco por salina.
Esses núcleos se estabeleceram junto às salinas que lhes deram
origem, sendo curioso observá-los ao longo do trajeto da RJ-102, estrada
litorânea que liga Praia Seca, em Saquarema /Araruama, a Arraial do Cabo, através da
restinga da Massambaba.
Em sua maior parte, não se destacam ou se evidenciam na paisagem
como as salinas, cuja visibilidade é acessível ao simples olhar do leito das
estradas e rodovias; para encontrá-los e apreendê-los como um todo, é
necessário adentrar pelo seu interior, e aí sim, percebê-los como parte
integrante do cenário híbrido da restinga e das próprias salinas.
As casinhas se aldeiam em grupos de duas ou três edificações,
contornam ou são contornadas pelos jardins naturais com a flora nativa da
restinga, formando com estes um “grande arranjo natural”. Em pequenos
aglomerados urbanos como o da “salina da Pernambuca”, se enriquecem com
a presença de uma capela em homenagem a padroeira do lugar, Nossa
Senhora da Conceição e um pequeno comércio.
É difícil o acesso de carro a esses lugarejos, pois estão implantados,
na maior parte dos casos, no interior da própria restinga. Parados no tempo,
integrados àquela paisagem, contam muito da estória do local – os traços
físicos que figuram nos rostos e o colorido da pele, dessa “gente das salinas”,
nos falam tanto do europeu quanto do africano, mas nos lembram o tempo
todo de um outro antepassado nosso - os tupinambás.
Nesse mesmo cenário, a intervenção do homem nas margens da
lagoa produziu um sistema de salinas, com um desenho peculiar, a partir de
um recorte geométrico criando um escalonamento contínuo de tanques de
águas rasas, cuja engenharia é assim descrita por Beranger:
"Uma salina compõe-se de valas de infiltração, moinhos de vento,
tanques de condensação ou de carga, evaporadores, cristalizadores, passeios
e armazéns. Os moinhos levam a água da vala aos tanques de condensação -
reservatórios retangulares de 30 X 66 e 30 cm de fundo - concentra a água a
cerca de três graus. Daí aos evaporadores ou marnéis de 13 X 13 m e 15 cm
de fundo, levando a água a cerca de 17 ou 18 graus; quando a água atinge
essa gradação é porque está com a densidade suficiente para dar entrada nos
cristalizadores....É esta a parte mais importante da salina; tem 6,5 X 6,5metros de extensão, feitos de sarrafos de pinho com 5 cm de fundo.
Comunicando-se entre si e com os evaporadores por meio de furos abertos
nos sarrafos. As crostas de sal começam a se precipitar quando as águas
chegam a 23 graus Baumé; a 25 e 26 opera-se a cristalização franca e
regular. Puxados com rodos especiais de madeira o sal é levado aos passeios
e armazéns, onde fica aguardando o período chamado de cura..."33
O método de extração do sal continua inalterado desde o final do
século XIX, preservando-se assim, uma paisagem construída pelo
homem decorrente de uma atividade econômica tradicional e única.
Por sua beleza ímpar, as salinas constituem-se em um marco cultural na
paisagem da Lagoa de Araruama/Saquarema, um verdadeiro cartão postal da região.
Trabalhando o sal
É amor o suor que me sai
Vou viver cantando
O dia tão quente que faz
Homem ver criança
Buscando conchinhas no mar
Trabalho o dia inteiro pra vida de gente levar
Água vira sal lá na salina
Quem diminuiu água do mar?
Água enfrenta o sol lá na salina
Sol que vai queimando até queimar...
Milton Nascimento. Canção do Sal
Referências: http://www.sebraerj.com.br/custom/pdf/cam/sal/09_AsSalinas.pdf
formação de um tipo de assentamento na região da restinga constituído pelas
moradias dos trabalhadores das salinas, bastante peculiar, caracterizado
fundamentalmente pela dispersão e implantação de nucleamentos de baixa
densidade, em conseqüência do pequeno número de trabalhadores fixos,
cinco por salina.
Esses núcleos se estabeleceram junto às salinas que lhes deram
origem, sendo curioso observá-los ao longo do trajeto da RJ-102, estrada
litorânea que liga Praia Seca, em Saquarema /Araruama, a Arraial do Cabo, através da
restinga da Massambaba.
Em sua maior parte, não se destacam ou se evidenciam na paisagem
como as salinas, cuja visibilidade é acessível ao simples olhar do leito das
estradas e rodovias; para encontrá-los e apreendê-los como um todo, é
necessário adentrar pelo seu interior, e aí sim, percebê-los como parte
integrante do cenário híbrido da restinga e das próprias salinas.
As casinhas se aldeiam em grupos de duas ou três edificações,
contornam ou são contornadas pelos jardins naturais com a flora nativa da
restinga, formando com estes um “grande arranjo natural”. Em pequenos
aglomerados urbanos como o da “salina da Pernambuca”, se enriquecem com
a presença de uma capela em homenagem a padroeira do lugar, Nossa
Senhora da Conceição e um pequeno comércio.
É difícil o acesso de carro a esses lugarejos, pois estão implantados,
na maior parte dos casos, no interior da própria restinga. Parados no tempo,
integrados àquela paisagem, contam muito da estória do local – os traços
físicos que figuram nos rostos e o colorido da pele, dessa “gente das salinas”,
nos falam tanto do europeu quanto do africano, mas nos lembram o tempo
todo de um outro antepassado nosso - os tupinambás.
Nesse mesmo cenário, a intervenção do homem nas margens da
lagoa produziu um sistema de salinas, com um desenho peculiar, a partir de
um recorte geométrico criando um escalonamento contínuo de tanques de
águas rasas, cuja engenharia é assim descrita por Beranger:
"Uma salina compõe-se de valas de infiltração, moinhos de vento,
tanques de condensação ou de carga, evaporadores, cristalizadores, passeios
e armazéns. Os moinhos levam a água da vala aos tanques de condensação -
reservatórios retangulares de 30 X 66 e 30 cm de fundo - concentra a água a
cerca de três graus. Daí aos evaporadores ou marnéis de 13 X 13 m e 15 cm
de fundo, levando a água a cerca de 17 ou 18 graus; quando a água atinge
essa gradação é porque está com a densidade suficiente para dar entrada nos
cristalizadores....É esta a parte mais importante da salina; tem 6,5 X 6,5metros de extensão, feitos de sarrafos de pinho com 5 cm de fundo.
Comunicando-se entre si e com os evaporadores por meio de furos abertos
nos sarrafos. As crostas de sal começam a se precipitar quando as águas
chegam a 23 graus Baumé; a 25 e 26 opera-se a cristalização franca e
regular. Puxados com rodos especiais de madeira o sal é levado aos passeios
e armazéns, onde fica aguardando o período chamado de cura..."33
O método de extração do sal continua inalterado desde o final do
século XIX, preservando-se assim, uma paisagem construída pelo
homem decorrente de uma atividade econômica tradicional e única.
Por sua beleza ímpar, as salinas constituem-se em um marco cultural na
paisagem da Lagoa de Araruama/Saquarema, um verdadeiro cartão postal da região.
Trabalhando o sal
É amor o suor que me sai
Vou viver cantando
O dia tão quente que faz
Homem ver criança
Buscando conchinhas no mar
Trabalho o dia inteiro pra vida de gente levar
Água vira sal lá na salina
Quem diminuiu água do mar?
Água enfrenta o sol lá na salina
Sol que vai queimando até queimar...
Milton Nascimento. Canção do Sal
Referências: http://www.sebraerj.com.br/custom/pdf/cam/sal/09_AsSalinas.pdf
QUADRO ATUAL DAS SALINAS

Implantada ao longo das margens da Lagoa de Araruama, a segunda
com maior índice de hipersalinidade no mundo, a atividade salineira, após um
período de declínio que se iniciou na década de 1960, vem passando por um
momento positivo com a elevação do preço do produto no mercado. Com isso
a desativação e ameaça constante de utilização de suas terras para a
ocupação por loteamentos e construção de residências de veraneio diminuiu
sensivelmente.
Segundo uma pesquisa desenvolvida pelo SEBRAE/RJ, em 2001,
havia naquela época 144 salinas em operação, localizadas entre São Pedro
da Aldeia, Saquarema, Araruama e Arraial do Cabo, com o seguinte perfil - 79%
constituídas em pequenas unidades e exploradas pelos proprietários, 82% da
mão de obra trabalhava em pequenas salinas que empregavam no máximo 10
trabalhadores, sendo que 62% das empresas, não empregavam mais que 5
trabalhadores.
Essa realidade sofreu, recentemente, algumas modificações a seu
favor, no sentido da revitalização de várias unidades desativadas,
principalmente, no município de Arraial do Cabo, na Massambaba. Mas
mesmo essa mudança, não foi o suficiente para reaquecer a produção das
salinas e atender as expectativas dos empresários do setor.
com maior índice de hipersalinidade no mundo, a atividade salineira, após um
período de declínio que se iniciou na década de 1960, vem passando por um
momento positivo com a elevação do preço do produto no mercado. Com isso
a desativação e ameaça constante de utilização de suas terras para a
ocupação por loteamentos e construção de residências de veraneio diminuiu
sensivelmente.
Segundo uma pesquisa desenvolvida pelo SEBRAE/RJ, em 2001,
havia naquela época 144 salinas em operação, localizadas entre São Pedro
da Aldeia, Saquarema, Araruama e Arraial do Cabo, com o seguinte perfil - 79%
constituídas em pequenas unidades e exploradas pelos proprietários, 82% da
mão de obra trabalhava em pequenas salinas que empregavam no máximo 10
trabalhadores, sendo que 62% das empresas, não empregavam mais que 5
trabalhadores.
Essa realidade sofreu, recentemente, algumas modificações a seu
favor, no sentido da revitalização de várias unidades desativadas,
principalmente, no município de Arraial do Cabo, na Massambaba. Mas
mesmo essa mudança, não foi o suficiente para reaquecer a produção das
salinas e atender as expectativas dos empresários do setor.
Referências:
http://www.sebraerj.com.br/custom/pdf/cam/sal/09_AsSalinas.pdf
O OURO BRANCO
As salinas constituem um valor cultural a não esquecer, pois o "sal das cozinhas" (cloreto de sódio) - o ouro branco que noutras épocas se revelava imprescindível para a conservação de alimentos - não se obtém com a devida pureza deixando apenas a água salgada secar ao sol e ao vento. Há que saber conduzir a evaporação da água salgada, controlando a precipitação selectiva dos vários sais que se encontram dissolvidos, para obter o cloreto de sódio quase puro, isto é, separado dos outros sais que precipitam em primeiro lugar.
Nos evaporadores, de formas mais regulares, sucessivamente menos profundos e de menor superfície, onde as águas vão ficando cada vez mais salgadas, precipitam os sais que devem ser removidos para não contaminar o cloreto de sódio: carbonatos, os brometos e os iodetos.
Nos cristalizadores, de formas irregulares, ocorre a precipitação do cloreto de sódio, quando a água atinge salinidades na ordem de 200 a 300 gramas de sal (cloreto de sódio) por kg de água - A salinidade da água do mar é cerca de 35 gramas de sal (cloreto de sódio, carbonatos, brometos, iodetos...) por quilo.
Aqui, a dimensão dos cristais também necessita ser controlada: quanto maior, mais limpo é o sal. Para obter o sal mais grosso, as águas devem estar rosadas (devido a presença de uma halobactéria). Se uma salina produz pouco sal e de fraca qualidade, necessita de ser "semeada" com o sal proveniente de uma salina produtiva onde as águas ficam devidamente rosadas.
O ritmo da evaporação tem de ser controlado através da medição da densidade da água (que é maior quando tem mais sal). Se não existir um instrumento apropriado para medir a densidade, pode-se observar como os gravetos ou as folhas de certa vegetação afundam ou flutuam nas águas. Se o vento ou o calor aceleraram excessivamente a evaporação, é necessário transferir águas menos salgadas de outros tanques.
O que são salinas?
Salinas são extensos terrenos expostos ao vento, onde se represa a água do mar, para que evapore e fique apenas o sal, que é amontoado, curtido e ensacado para o comércio. As primeiras salinas datam do século XIX e nelas se aplicavam técnicas artesanais dos imigrantes portugueses de Aveiro. Tempos depois, foi desenvolvido o método moderno de decantação do sal pela evaporação em retortas. As etapas de extração do sal são: colheita da água do mar, concentração das águas, cristalização, retirada do sal e beneficiamento. O Estado do Rio Grande do Norte é o maior produtor de sal da América do Sul. Cabo Frio e Saquarema, no Estado do Rio de Janeiro, duas das principais cidades produtoras de sal, com salinas espalhadas por toda a região ao redor da Lagoa de Araruama.
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