As salinas constituem um valor cultural a não esquecer, pois o "sal das cozinhas" (cloreto de sódio) - o ouro branco que noutras épocas se revelava imprescindível para a conservação de alimentos - não se obtém com a devida pureza deixando apenas a água salgada secar ao sol e ao vento. Há que saber conduzir a evaporação da água salgada, controlando a precipitação selectiva dos vários sais que se encontram dissolvidos, para obter o cloreto de sódio quase puro, isto é, separado dos outros sais que precipitam em primeiro lugar.
Nos evaporadores, de formas mais regulares, sucessivamente menos profundos e de menor superfície, onde as águas vão ficando cada vez mais salgadas, precipitam os sais que devem ser removidos para não contaminar o cloreto de sódio: carbonatos, os brometos e os iodetos.
Nos cristalizadores, de formas irregulares, ocorre a precipitação do cloreto de sódio, quando a água atinge salinidades na ordem de 200 a 300 gramas de sal (cloreto de sódio) por kg de água - A salinidade da água do mar é cerca de 35 gramas de sal (cloreto de sódio, carbonatos, brometos, iodetos...) por quilo.
Aqui, a dimensão dos cristais também necessita ser controlada: quanto maior, mais limpo é o sal. Para obter o sal mais grosso, as águas devem estar rosadas (devido a presença de uma halobactéria). Se uma salina produz pouco sal e de fraca qualidade, necessita de ser "semeada" com o sal proveniente de uma salina produtiva onde as águas ficam devidamente rosadas.
O ritmo da evaporação tem de ser controlado através da medição da densidade da água (que é maior quando tem mais sal). Se não existir um instrumento apropriado para medir a densidade, pode-se observar como os gravetos ou as folhas de certa vegetação afundam ou flutuam nas águas. Se o vento ou o calor aceleraram excessivamente a evaporação, é necessário transferir águas menos salgadas de outros tanques.
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